03 novembro 2006

O que há nos mapas

Que ilha desconhecida, perguntou o rei disfarçando o riso, como se tivesse na sua frente um louco varrido, dos que têm a mania das navegações, a quem não seria bom contrariar logo de entrada, A ilha desconhecida, repetiu o homem, Disparate, já não há ilhas desconhecidas, Quem foi que te disse, rei, que já não há ilhas desconhecidas, Estão todas nos mapas, Nos mapas só estão as ilhas conhecidas, E que ilha desconhecida é essa de que queres ir à procura, Se eu to pudesse dizer, então não seria desconhecida.
(José Saramago, O Conto da Ilha Desconhecida)

2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Como después de las grandes tormentas
un mar
que es sólo una parte del mar
rumoroso retrocede
y busca en las islas de tierras blancas
y en las huidizas colonias de cetàceos
los lechos abandonados en la fuga,
en la estación de los sueños
yo abandono el lecho de tus manos
para volver,
llena de carcasas y maderas,
de piedras // de metales
y del olor antiguo de otras ciudades.
Navegar es necesario
vivir no.

Cristina PERI ROSSI, Lingüística General

14:19  
Anonymous Anónimo said...

Uxío, eu son unha apaixonada dos mapas. Pode ser polo meu afán de coñecer mundo, de imaxinar o que aínda non pisei e tamén...confésoo, de ser quen de algún día poder descubrir un país descoñecido, deses que aínda se atopan baixo o mar. Desde que escoitei as campás dunha aldea asulagada a iso da media noite convencinme de que os mapas máis que amosar e describir o que hai, chaman a nosa atención sobre o que aínda queda por descubrir.

18:13  

Enviar um comentário

<< Home