O que há nos mapas
Que ilha desconhecida, perguntou o rei disfarçando o riso, como se tivesse na sua frente um louco varrido, dos que têm a mania das navegações, a quem não seria bom contrariar logo de entrada, A ilha desconhecida, repetiu o homem, Disparate, já não há ilhas desconhecidas, Quem foi que te disse, rei, que já não há ilhas desconhecidas, Estão todas nos mapas, Nos mapas só estão as ilhas conhecidas, E que ilha desconhecida é essa de que queres ir à procura, Se eu to pudesse dizer, então não seria desconhecida.
(José Saramago, O Conto da Ilha Desconhecida)


2 Comments:
Como después de las grandes tormentas
un mar
que es sólo una parte del mar
rumoroso retrocede
y busca en las islas de tierras blancas
y en las huidizas colonias de cetàceos
los lechos abandonados en la fuga,
en la estación de los sueños
yo abandono el lecho de tus manos
para volver,
llena de carcasas y maderas,
de piedras // de metales
y del olor antiguo de otras ciudades.
Navegar es necesario
vivir no.
Cristina PERI ROSSI, Lingüística General
Uxío, eu son unha apaixonada dos mapas. Pode ser polo meu afán de coñecer mundo, de imaxinar o que aínda non pisei e tamén...confésoo, de ser quen de algún día poder descubrir un país descoñecido, deses que aínda se atopan baixo o mar. Desde que escoitei as campás dunha aldea asulagada a iso da media noite convencinme de que os mapas máis que amosar e describir o que hai, chaman a nosa atención sobre o que aínda queda por descubrir.
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